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SOBRE O SUICÍDIO: DÊ UM SIM PARA A VIDA!

27/12/2016 19:58

Faça uma reflexão: imagine que os seus problemas são taças de cristal de diversos tamanhos postos sobre a mesa. Você deve agrupá-las uma a uma conforme as características anatômicas. Porém, são muitas taças, de tamanhos e formatos os mais variados. Quando você olha para a dimensão dos problemas não dá o menor ânimo de organizá-los. Você sente que não conseguirá vencer esse obstáculo. Então o que você faz? Toma uma decisão precipitada e desesperada: puxa a toalha da mesa e as taças desabam no chão. Entretanto, você não se dá conta de que não haverá ninguém para juntar os cacos ao seu lado, de que precisará recolher pedaço por pedaço, colar fragmento a fragmento, enchendo as mãos de feridas, pôr tudo em cima da mesa de novo e recomeçar a ordem das coisas acompanhando com lágrimas os estragos produzidos antes e só ter paz quando a cristaleira reluzir. Assim é o suicídio. Creia: ele não vale a pena!

 

A vida tem um sentido incondicional. E quando me refiro ao seu sentido quero dizer que ela como um todo tem uma destinação luminosa - o que a Logoterapia chama de SUPRASSENTIDO - e todas as ocorrências boas e ruins, pequenas ou grandes, imediatas ou tardias possuem um significado vital que conduzem a lições inesquecíveis. 

 

Aquilo que interpretamos como impossível de suportar recebe, na verdade, a direção de nossa própria concepção pessoal, muito mais do que o fato em si. "Insuportável" é o desfecho que nós mesmos oferecemos ao que nos frustra as metas programadas. De fato, muitas coisas podem repercutir de maneira negativa dentro da nossa programação; outras vezes são transtornos mentais que fomentam a culpa e a insatisfação; mais ainda, podem ser erros que não podemos mais voltar atrás para reverter na origem.

 

Por isso, considere as opções:

(1) Se passa pela sua cabeça desistir da vida; 

(2) Se você acredita que não há mais solução para o desespero que experimenta;

(3) Se você pensou em suicídio em algum momento; 

(4) Se você já tentou o suicídio uma ou mais vezes; 

(5) Se você planeja atualmente cometer o suicídio;

 

Interrompa apenas por um momento qualquer atitude precipitada nesse sentido e pense:

- Examine friamente: a sua medida é realmente fator de solução ou uma fuga alucinada sem critério algum?

- A que ela atende? A um resultado promissor ou a um fim de consequências imprevisíveis?

- A morte é mesmo o término de tudo e a paz que tanto almeja? Você tem certeza? O que poderia esperá-lo após essa ação autodestrutiva? Se você ignora, não é melhor precaver-se? 

- Cometer o suicídio transforma as circunstâncias nas quais está envolvido? Sua atitude alimentará as lacunas afetadas que aguardam um conteúdo de sentido?

- Sua morte apagará (e pagará) os danos ou deixará resíduos de mais problemas, sofrimento e angústia?

- Esse ato poderia ser uma agressão a si mesmo por avaliar-se como um fracassado? Mas, afinal, o que é o fracasso? Fracasso absoluto existe ou existem somente enganos a serem consertados? E onde está escrito que não podemos mudar nossa situação atual?

- Poderia ser, ao contrário, uma medida punitiva contra quem lhe fez algum mal que você considera injusto demais? E vale a pena destruir-se por ele? É justo arruinar-se por isso?

- Se alguém que você ama estivesse a ponto de dar um fim à vida você o incentivaria? Diria a ele "isso mesmo! Esse é o melhor caminho"?

- Como você estará daqui há 1 ano ou 5 anos ou 10 anos caso decida viver? Seria possível que as coisas estejam bem melhores? Não haveria tempo para mudar as coisas e viver melhor?

- O que poderia acontecer de pior se você permanecesse vivo para enfrentar suas insatisfações? Esse pior poderia ser vencido? Seria tão difícil assim? E de melhor, o que aconteceria? Já se imaginou superando essas adversidades e ultrapassando o período de turbulências? Não seria uma vitória para você comemorar e sentir orgulho de si?

 

A vida não é um acidente de percurso no trânsito do acaso. Existe uma razão inviolável para estarmos vivos e ela é tão importante que desprezá-la torna-se muito mais grave do que cometer erros no seu centro. Ilude-se aquele que pensa poder "sair do tablado" sem consequências funestas. "Puxar a toalha da mesa" traz muito mais dificuldade do que pôr as taças em ordem, qual seja o tempo gasto.

 

Procure ajuda profissional e modifique seu estado de vida. Sempre é possível retomar o caminho da paz mediante a reparação dos danos, o perdão a si mesmo e aos outros.

 

DÊ UM SIM PARA A VIDA!