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CONHEÇA A LOGOTERAPIA

A Logoterapia é uma psicoterapia centrada no "logos" ou no sentido de viver e aborda a dimensão espiritual do ser humano, exatamente o lugar onde se encontra o núcleo sadio capaz de dissipar a enfermidade psíquica.
A Logoterapia tem diferenças marcantes em relação a outros modelos de psicoterapia.
- Ela se interessa pelo "aqui e agora" do cliente, seu momento atual, suas perspectivas, seu olhar adiante e o ajuda a descortinar um futuro pleno de sentido.
- Ela não focaliza propriamente o conflito interno, embora seja necessário compô-lo, mas evoca a capacidade do cliente em descobrir as forças espirituais que podem diluí-lo.
- Ela entende que o cliente pode possuir muitos traumas reprimidos, mas procura trazer a tona, antes de tudo, a sua espiritualidade reprimida, aquela que quando descoberta o torna feliz.
Venha conhecer a Logoterapia. Em realidade, depressão, ansiedade, medos, fobias e outras neuroses, mágoas e ressentimentos, tédio de viver e vazio existencial são formas variadas de dizermos que nossa vida perdeu o sentido, que os valores de construção da alma foram sabotados ou permanecem desconhecidos na intimidade. Mas, a Vida tem um sentido incondicional. Ele já existe no mundo e quem o consegue identificar descobre "o tesouro escondido sob a terra".
Se você se sente assim, entre em contato conosco

 

Muitas pessoas têm me perguntado o que é a LOGOTERAPIA. Apresento algumas palavras de esclarecimento a respeito desse modelo de psicoterapia para entendimento geral.

(1) LOGOTERAPIA foi um termo criado por Viktor Emil Frankl (1905-1997), seu fundador, para descrever a essência do método que desenvolvera. LOGOS em grego significa sentido e TERAPIA quer dizer cuidar. Portanto, a Logoterapia ajuda o ser humano a encontrar o sentido da sua vida;

(2) Ela reconhece que a vida tem um sentido incondicional. Sempre haverá uma razão efetiva para viver, não importando quais as adversidades existentes. Um dos maiores desafios do Logoterapeuta é a prevenção do suicídio uma vez que o alicerce da Logoterapia é o valor inabalável da vida;

(3) Para ela a vida tem um caráter de missão e o ser humano é nela um missionário. O que o move no mundo deve ser o encontro com algo, com uma tarefa que somente ele pode realizar e edificar para sempre. A tarefa pode não ser dele exclusiva ou algo inusitado, mas o modo como ele vai se comportar em executá-la e todos os resultados obtidos a partir da posição que tomou serão sua própria história;

(4) Ela defende que não estamos no mundo para viver, muito menos para sobreviver. Estamos nele para TRANSVIVER, viver além das conjunturas habituais, de modo a deixar "monumentos" de valores atrás de nossas pegadas. Acordar, dormir, ter um emprego, pagar as contas, comer, beber, vestir, procriar, dentre outros, são fatores do viver. TRANSVIVER, numa menção poética, é tornar a própria vida um oásis para o deserto de muitos. Não basta estar vivo. É preciso um PARA QUE viver.

(5) O ser humano é o único, dentre as espécies, dotado de variáveis que o tornam um ser histórico, direcionado para o progresso individual e coletivo: a LIBERDADE para agir e a RESPONSABILIDADE para assumir conforme agiu. Esses dois fatores são os termômetros do cumprimento do sentido específico de viver de cada qual;

(6) Conforme acima, depreende-se que o ser humano, certamente, possui uma área interna incólume, cristalina, o que chamo de "NÚCLEO SADIO" e que Viktor Frankl denominou de Inconsciente Noético (Noético é o mesmo que espiritual). Essa área é que o torna alguém sagrado, único e irrepetível no universo, dotado de uma sabedoria capaz de fazê-lo inclinar-se ao amor e ao bem. A Logoterapia chama essa instância de DIMENSÃO ESPIRITUAL, que está além do psíquico ou mental e do físico ou orgânico. Estas duas últimas áreas da constituição do indivíduo podem adoecer. O espiritual não adoece e poder-se-á dispor sempre desse "farol" divino presente nas profundezas da alma para a solução dos desafios existenciais. A consciência é o órgão do sentido.

(7) Antes de uma doença emocional surgir, há sempre, em algum momento, uma crise ou desespero da alma que não sintonizou com essa dimensão espiritual tampouco não enxergou a direção mais sadia a seguir ou o real sentido com que deveria conduzir sua vida;

(8) A Logoterapia como modelo terapêutico evoca no cliente justamente esse núcleo sadio, ajuda-o a impulsionar-se para um sentido vital, contribuindo para uma mudança radical de conduta com base no entendimento de que somos seres livres, que nada pode deter esse anseio de ser melhor a cada momento, mas que, para isso, devemos responder à vida em todos os seus apelos com coragem e consciência de dever. Não somos nós que perguntamos à vida. É ela que nos pede respostas oferecendo-nos o "sentido" de cada momento;

(9) A Logoterapia entende que o objetivo a ser buscado pelo indivíduo não é a homeostase psíquica, ou seja, um esforço para evitar desafios e mudanças, afastar-se de incômodos, prevenir o enfrentamento de problemas a fim de sustentar o equilíbrio emocional. Antes, deve aprender a "aumentar sua capacidade de sofrer", tornando-se menos vulnerável às tensões cotidianas por meio de uma atitude firme frente aos problemas e desafios que necessita superar;

(10) A Logoterapia propõe que o maior antagonista da realização do sentido existencial é o medo. Proponho aqui quatro padrões de medo no campo existencial que nos levam a desdenhar do sentido existencial ou continuar cegos a ele e, consequentemente, suscetíveis aos diversos transtornos mentais:
- o medo de amar (como consequência, distancia-se das pessoas)
- O medo de sofrer (como consequência, distancia-se das lutas e desafios)
- O medo de perder (como consequência, distancia-se da confiança)
- O medo de morrer (como consequência, distancia-se da sua singularidade)

(11) O logoterapeuta tem a tarefa de transitar junto com o cliente pelo terreno movediço das suas preocupações, das suas limitações, dos seus bloqueios, das suas experiências de angústia, todavia, caminha com ele por um território muito mais difícil de se alcançar: o seu Inconsciente Noético ou zona espiritual, habitualmente ignorado ou pouco reconhecido, onde as soluções saudáveis sobrenadam livremente à espera de concretização. Não há uma fórmula pré-estabelecida para se fazer isso porque sendo a criatura humana alguém único e irrepetível no seio da criação, é impossível estabelecer padrões estereotipados de comportamento e decisão. Isso seria retirar do cliente a sua instância de liberdade e o seu aspecto de responsabilidade. Indo mais além, posso dizer que não há nada mais belo e promissor do que um diálogo franco, honesto e recheado de valores nos quais se inserem infinitas possibilidades de sentido quando terapeuta e cliente sentam-se frente à frente para chegarem a um objetivo maior;

(12) A Logoterapia centraliza suas técnicas e propostas de intervenção em dois pilares fundamentais: o AUTODISTANCIAMENTO e a AUTOTRANSCENDÊNCIA. Simplificando ao máximo para ser entendido, afirmo que numa primeira fase, a pessoa aceita se desligar de si própria por um tempo para "ver-se de longe e do alto". Quando "nos vemos de longe e do alto" muita coisa muda, as ideias se transfiguram e os sentimentos se atordoam. Quando subimos numa montanha conseguimos ver e abarcar com mais clareza todo o vale. Cabe aqui uma recomposição da estrutura vital que foi reduzida a fragmentos. É até correto afirmar que o Logoterapeuta realiza algo como uma tarefa lúdica com seu cliente, reconstruindo o "quebra-cabeças" existencial cujas peças agora ficaram espalhadas sobre a mesa. Na segunda fase a pessoa retorna, adentra-se e desenvolve a autossuperação, transcendendo a si mesma, colocando-se acima das vicissitudes, evocando o "espírito" de novas atitudes conscientes, criando uma relação consigo e com o mundo baseada na paz e na diligência em realizar o melhor porque vê o melhor como um sentido transparente.

(13) Por fim, rápidas noções sobre o sentido existencial.
- É ele o fator gerador de saúde espiritual e integral. Ele está no mundo à nossa espera na figura de uma pessoa, de uma comunidade, de uma tarefa em prol de alguém ou de muitos ou de um sofrimento que deva ser suportado com galhardia.
- Ignorado ou desprezado esse sentido, é quando adoecemos psiquicamente.
- A todo momento somos chamados para tomar decisões e fazer escolhas com base em um sentido fundamental.
- A ruptura ou o descaso com o sentido de cada momento leva pouco a pouco a uma crise do "espírito" e, por conseguinte, aos transtornos mentais. Isso quer dizer que a alma sempre adoece primeiro.
- O sentido não pode ser inventado. Ele é um chamado externo, da vida. Tricotar para dar sentido ao tempo ocioso em nada ajuda. Mas vestir crianças carentes com as peças confeccionadas, isto sim.
- Ele sempre está um passo à frente de nós, vai sempre antes e nos arrasta para o seu encontro. O evangelista João retrata brilhantemente essa antecedência do sentido da vida: "No princípio era o Verbo (o LOGOS) e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus".
- Sentido de viver não é o mesmo que prazer de viver. Só pode haver prazer de viver quando estivermos em consonância com o sentido de viver e ele for cumprido previamente. Não pode existir prazer real em estarmos numa festa com os amigos, rindo e bebendo, enquanto quem amamos sofre em algum lugar precisando de nós. Não pode existir prazer verdadeiro numa viagem à Europa enquanto nossas responsabilidades pessoais estão ainda por serem abraçadas. Nestes casos, as gargalhadas que damos são entorpecentes ao nosso desespero oculto.
- O sentido é específico a cada pessoa. Ninguém terá a mesma programação de vida do outro nem o mesmo destino vivencial. É preciso encontrar o próprio caminho e viver a sua especificidade.
- O sentido de viver é imaterial. Ele é feito de valores sublimes. Ter diploma de pós-graduação não é uma razão de viver. O que faremos com esse diploma passará a ser; ter um palacete não pode ser um sentido. Agasalhar os amados e formar um lar passará a ser; ter companhia não é um sentido. Amar quem está ao nosso lado, sim. Ter um emprego não é um sentido. Produzir em benéfico das pessoas, sim. Ler não pode ser um sentido de vida. Dividir o conhecimento e ajudar a impulsionar os demais, sim. Ficar rico não é um sentido. Colaborar na prosperidade de outros com essa riqueza, sim.
- Sentido de viver não depende de inteligência. Ele não é localizado pela inteligência, mas pelo coração e está ao acesso de todos sem distinção.
- O sentido pode mudar com o tempo e as circunstâncias, mas nunca se perde. Uma pessoa que fica cega não perdeu o sentido de sua vida; um professor impossibilitado agora de falar não perdeu o sentido de sua vida. Apenas ele deve ser direcionado, reestruturado e a função da Logoterapia é apontar a todos que a razão específica de viver a cada um é inesgotável.